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TRATAMENTOS

Nossos tratamentos contemplam as principais condições da saúde ginecológica, como endometriose, miomas uterinos, alterações do assoalho pélvico e outras patologias que impactam a qualidade de vida da mulher. Cada abordagem é definida de forma individualizada, com base em diagnóstico preciso e nas melhores práticas da medicina, priorizando bem-estar, segurança e resultados duradouros.

1) ENDOMETRIOSE

A endometriose é uma patologia ginecológica inflamatória, estrogênio dependente, em que o tecido semelhante ao revestimento interno do útero (endométrio), cresce fora da cavidade uterina. Esse tecido pode se implantar em qualquer local da cavidade abdominal, sendo os locais mais comuns óvarios, tubas uterinas, ligamentos uterinos, intestino e bexiga. Afeta 2 a 10% das mulheres em idade fértil, totalizando aproximadamente 7 milhões no Brasil e 180 milhões no mundo, 10-15% das mulheres em idade reprodutiva podem ter endometriose, uma das principais causas de dor pélvica na mulher e infertilidade. Dessas mulheres, 80% possuem sintomas, os mais comuns são dores pélvicas crônicas, cólicas menstruais intensas que não melhoram com analgésicos, dor durante ou após relações sexuais, alterações no ciclo menstrual, dor ao urinar ou evacuar e infertilidade.


Por ser uma doença de sintomas variados, costuma levar, em média, 7 a 10 anos para ser diagnosticada. Esse atraso contribui para o agravamento dos sintomas e o sofrimento prolongado das pacientes, que muitas vezes são desacreditadas ao relatarem suas dores.

Nosso foco é identificar e tratar endometriose o quanto antes para que a mulher consiga evitar problemas com dor pélvica crônica e infertilidade.

​2) ADENOMIOSE

A adenomiose é uma patologia em que há presença de tecido semelhante ao endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero) no miométrio, camada muscular do próprio útero, gerando inflamação e sintomas dolorosos.

​3) MIOMAS

Os miomas são tumores benignos localizados no útero, caracterizados pelo enovelamento das fibras musculares e consistência firme, são classificados conforme sua localização: submucosos, subserosos, intramurais e pediculados.


É uma condição clínica comum (afetando cerca de 50% das mulheres) e hormônio dependente, atingindo mulheres em idade fértil. Na maior parte dos casos é assintomático, porém pode levar a uma sintomatologia variada dependo da localização e tamanho da lesão. Os principais sintomas são sangramento uterino anormal, dor pélvica crônica e infertilidade.

​4) PÓLIPOS UTERINOS

Os pólipos uterinos são formações de tecido na parte interna do útero que, geralmente, são benignas. Nem sempre essa condição vem acompanhada de sintomas, mas quando presente, o mais comum é sangramento uterino anormal.
 

Em casos que exista a presença de sintomas que afetam a qualidade de vida da paciente ou fatores de risco para malignidade, a polipectomia (retirada dos pólipos) é o tratamento indicado.

​5) PROLAPSO DE ÓRGÃO PÉLVICO

O prolapso de órgão pélvico é uma condição em que um ou mais órgão pélvicos (útero, bexiga, reto) descem ou se projetam para fora do canal vaginal. Ocorre devido ao enfraquecimento dos ligamentos e músculos responsáveis pela sustentação pélvica. Durante o exame físico é diferenciado e classificado, podendo ser de parede anterior (bexiga caida), apical (útero ou cúpula vaginal) e parede posterior (retocele).
 

Em casos pouco sintomáticos ou assintomáticos, não há necessidade de tratamento específico. Já em pacientes sintomáticas o tratamento vai depender do grau do prolapso e dos sintomas. Para correção anatomica e resolução do prolapso a o tratamento cirúrgico se impõem.

6) INCONTINÊNCIA URINÁRIA

A incontinência urinária ocorre quando há escape de urina involuntariamente. Pode ocorrer aos esforços ou devido a contração involuntária do músculo da bexiga, levando a sensação de urgência miccional.

7) ISTMOCELE

A istmocele é uma alteração anatômica no útero que ocorre quando a cicatriz da cesárea forma uma pequena cavidade. Apesar de pouco comentada, essa condição pode causar sangramento menstrual prolongado ou irregular, dor pélvica, infertilidade ou gestação ectópica na cicatriz da cesariana. O tratamento depende dos sintomas e do desejo reprodutivo.

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